• Beto Tupinambá

Superação


Nessa pandemia vi muitas histórias de superação, daquelas de dar orgulho, bem aqui no Brasil.

Vi diretoras de escola virarem vendedoras de galeto para pagar os custos enquanto os alunos não retornam. Vi executivos demitidos virarem microempresários e usarem o delivery como estratégia de negócio (entregas por conta própria ou via aplicativos). Vi engenheiros dirigirem seus carros para a Uber ou 99 para pagarem suas contas. Vi empresários de extrema direita, apoiadora desse governo, obedecendo regras de isolamento social e uso de máscaras, álcool gel e etc, tudo para manter seus negócios abertos - e ganhar de novo a confiança dos clientes. Vi empresas e autônomos digitalizando seus negócios, publicando seus sites e aplicativos, em um esforço para continuar o diálogo com seus clientes de sempre, e abrir o canal de comunicação com novos clientes. Vi gente trocando - e até cancelando - operadora de TV por assinatura, de telefone celular, provedor de internet, economizando energia e cancelando outros serviços que não faziam mais sentido ou não cabiam mais no novo orçamento.


Vi muita gente que se mexeu, que pensou, que fez por si e pelos outros. Mas o que eu mais vi foi quem só olhou para o tamanho do problema, quem criticou a situação atual, quem se lamentou, quem acusou e xingou, mas também quem se encolheu em um canto esperando a pandemia passar.


Empreender também é enfrentar crises, é aceitar a realidade e trabalhar para construir um contexto melhor, buscar uma solução. Empreender é aprender que a gente sempre tem algo para aprender.

Que tal começar agora?

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